Apps for Good

Segunda edição do App Start Up destaca jovens “empreendedores sociais” portugueses

As aplicações criadas por jovens portugueses que querem mudar o mundo estiveram em destaque no segundo dia do Portugal Digital Summit 2019. O App Start Up reuniu 10 equipas das cinco edições da competição Apps for Good.

O projeto lançado pelo CDI Portugal a incentiva professores e jovens entre os 10 e 18 anos a criar aplicações que possam ajudar na resolução de problemas relacionados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. O objetivo do projeto criado em 2014 é acelerar a próxima vaga de transformação digital da economia e da sociedade em Portugal a começar pelos mais jovens.

Para abrir a sessão que decorreu a partir do palco Tech Talks, Filipe Almeida, presidente da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social, recontou a história de como as suas filhas o levaram a compreender o verdadeiro significado de “ajudar quem mais precisa de uma forma criativa”. Se as equipas do Apps for Good não existissem o futuro seria certamente bem diferente, indicou Filipe Almeida, incentivando-as a não desistir.

Na sessão houve também espaço para a discussão acerca do que acontece às soluções tecnológicas desenvolvidas pelos alunos depois da apresentação no Apps for Good.

No que toca a possibilidades de financiamento a Portugal Inovação Social cria, de acordo com Filipe Almeida, “condições para que os jovens empreendedores sociais possam experimentar os seus projetos em maior escala” ao colaborar com cerca de 320 investidores de todos os setores. Atualmente “Portugal é o único país da Europa que tem um programa de empreendedorismo social”, acrescentou o responsável.

Já na área dos investidores, Sandra Aparício da GALP, indicou que a empresa quer não só incutir nos jovens o espírito de empreendedorismo social, mas também aumentar a sua visibilidade para que consigam atrair o investimento necessário à concretização dos seus projetos.

O número de colaboradores de projetos de empreendedorismo social da GALP está a aumentar. De cerca de 20 a 40 voluntários a empresa passou para 150 voluntários que vão a escolas apresentar “os objetivos eco sustentáveis” e as formas como os jovens podem desenvolver os seus negócios, elucida Sandra Aparício.

Em Portugal existem “soluções muito boas”, afirma António Silva da Direção Geral da Educação. Tal como indica, a evolução da Apps for Good deve-se não só à CDI, “mas também à intervenção dos professores”, sendo que a iniciativa está já a preparar os jovens para os desafios que encontrarão no mundo do trabalho, ao mesmo tempo que os incentiva a criar um futuro mais sustentável.